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3º Congresso Internacional de Antropologia do Sul 2026

Foz do Iguaçu, Brazil
4 November 2026 - 6 November 2026Application ends: 20 June 2026
Poster for the 3rd International Congress of Anthropologies of the South, November 4-6, 2026, hosted by UNILA in Foz do Iguaçu, Brazil. It features a large yellow "3º" and a painted map of the Americas.

O grupo de trabalho Giro Decolonial: Arte, Antropologia da arte, História e Instituições artísticas da América Latina está com chamada aberta para apresentações durante o 3º Congresso Internacional de Antropologia do Sul 2026 – Antropologias do sul enfrentando um mundo em conflito: desafios epistemológicos, éticos e políticos, que será realizado de 4 a 6 de novembro, em Foz do Iguaçu, com possibilidade de participação online.

O Grupo de Trabalho propõe uma abordagem transdisciplinar que articula arte, antropologia da arte, história, instituições artísticas e estudos latino-americanos, evidenciando interseções historicamente configuradas por estruturas coloniais e por epistemologias eurocêntricas. As produções artísticas latino-americanas – indígenas, afro-latino-americanas e asiático-latino-americanas – foram, ao longo de séculos, sistematicamente marginalizadas pelo cânone da História da Arte, submetidas a processos de violência colonial que resultaram no apagamento de suas culturas, tradições e formas de existência. Diante desse legado histórico, torna-se urgente a adoção de práticas de decolonização orientadas à reconstrução crítica das narrativas históricas. Nesse contexto, distintas abordagens teóricas têm contribuído para a consolidação de perspectivas decoloniais, antieurocêntricas, de gênero e antirracistas, fundamentadas nas reflexões de autores e autoras que problematizam as hierarquias epistêmicas e as estruturas de poder que historicamente sustentaram processos de exclusão e silenciamento.

Historicamente, artistas da região Sul Global têm se comprometido na construção de uma arte decolonial, centrada nas suas raízes, fazendo surgir diferentes formas de engajamento artísticas em contextos pós-coloniais e buscando gerar mudanças. Influenciados, entre outros movimentos, pelo Muralismo Mexicano, Antropofagismo, Tropicalismo e Tucumán Arde, artistas e curadores contemporâneos apropriam-se de referências estrangeiras para ressignificá-las, produzindo obras e curando exposições que afirmam identidades latino-americanas plurais, politicamente e socialmente engajadas, que enfrentam questões de raça, classe, gênero, desigualdade e cultura, rompendo com os cânones europeus. Criam espaços de resistência simbólica, oferecendo perspectivas locais e plurais.

Este painel propõe discutir de que modo diferentes linguagens e referenciais conceituais têm sido mobilizados para tensionar a lógica colonial que historicamente estruturou museus, práticas artísticas e instituições culturais. Busca-se refletir sobre a emergência de outras formas de organização do espaço expositivo, orientadas por perspectivas mais plurais e situadas. Nesse contexto, questiona-se de que maneira os museus podem desenvolver estratégias inclusivas e representativas que ampliem a participação, o protagonismo e a visibilidade de mulheres latino-americanas, tanto na condição de público quanto na de artistas, curadoras e gestoras culturais.
Em síntese, busca-se refletir sobre quais transformações são necessárias para ressignificar a função social e cultural das instituições artísticas na contemporaneidade. Buscamos painelistas que debatam essas questões, problematizando, por exemplo: De que forma a arte latino-americana atua como forma de resistência ao desestabilizar códigos hegemônicos de origem colonial? Em que medida a antropologia da arte pode ser entendida como uma ferramenta de resistência ao eurocentrismo nas narrativas artísticas? De que modo a produção artística de mulheres indígenas contemporâneas desafia narrativas coloniais e afirma epistemologias próprias? Em que medida a arte afro-latino-americana desafia hierarquias raciais e estéticas no campo da arte moderna e contemporânea? Como as Bienais da América Latina contribuem para a reconfiguração dos paradigmas artísticos e para a emergência de discursos de resistência identitária no sistema da arte? Como intervenções artísticas e etnografias críticas podem funcionar como práticas de resistência na decolonização do conhecimento e na afirmação de identidades marginalizadas?

Chamada para apresentações:
20 de maio a 20 de junho de 2026
Mais informações: https://antropologiasdelsur.org
Inscrições: https://antropologiasdelsur.org/?page_id=1863

https://antropologiasdelsur.org

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