Laboratório Internacional de Crioulo

Laboratório Internacional de Crioulo
4 October 2020
Closes: 24 October 2020
O Laboratório Internacional de Crioulo, do artista Diego Araúja (BA), é o terceiro projeto a ser apresentado na plataforma Pivô Satélite, como parte da exposição digital Os dias antes da quebra, curada por Diane Lima. Diante da impossibilidade da efetiva fundação do Laboratório em tempos de trauma pandêmico, Araúja propõe para o Pivô Satélite um tipo de jogo narrativo-literário, ensaístico e audiovisual sobre suas motivações e princípios para a fundação do LIC. “Vou organizar essa explanação através de texto, vídeo e algumas fotos a partir das minhas motivações para fundar essa espacialidade”, explica o artista. O projeto poderá ser visitado entre 25 de setembro e 24 de outubro.
“Criar uma língua não-nascida do trauma” é demanda principal do Laboratório Internacional de Crioulo. Inspirado pelas línguas crioulas americanas e africanas, o projeto consiste no encontro e colaboração entre artistas da afro-diáspora e da África, implicados na criação de uma nova língua crioula em ato performativo. Uma língua que não tenha, em seu processo de crioulização, a sobrevivência como linguagem deflagradora das presenças e consciências negras. Araúja sugere um olhar-crioulo para as tensões entre língua e linguagem.
Diego Araúja é natural de Salvador, e produz arte de modo expandido. Suas mídias são literárias, visuais, cênicas e cinematográficas. Exercendo funções de diretor, dramaturgo, roteirista e artista visual, desde 2013, dirige o processo Estética Para um Não-Tempo, com o objetivo de instaurar um tempo qualitativo que possibilite a produção de memórias afro-diaspóricas emancipadas, o que chama de Fundamentos Futuros. Neste processo, experimenta a criação de oríkì’s (literatura oral de origem yorùbá), o que gerou a obra QUASEILHAS (2018).
Diane Lima assina a curadoria que inaugura a plataforma Pivô Satélite. Os dias antes da quebra sugere um movimento de retorno para o que estava sendo previsto, especulado e denunciado antes da pandemia, por um grupo de artistas racializades e dissidentes com vasta experiência em adiar a iminência das suas próprias quebras. A primeira artista escolhida foi a baiana Rebeca Carapiá, seguida de biarritzzz (CE) e Diego Araúja (BA) e Raylander Martís dos Anjos (MG). Cada artista ocupa a plataforma digital por um mês com projetos individuais.
*Recomendada a visualiazação pelo desktop.
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